Uma breve pausa para dar conta da vida enquanto não descubro o final dos próximos capítulos.
Preciso descansar.
A luz se infiltra pela janela do quarto que transformei em escritório, do armário embutido cheio de livros e papéis, gavetas de lembranças fotográficas. Quinta foi o bloom’s Day.
Ganho tempo pra escrever enquanto ela põe o despertador na soneca de dez em dez minutos antes de ir para a faculdade. Ombros cansados, noite cheia de sonhos.
É sábado de manhã. Está chovendo. Céu cinza por detrás do prédio em frente ao meu, e uma pequena sensação de frio que deixa mais gostoso escutar Wrapped Up In Books.
É como estar em expansão, essa sensação. A mesma que tinha quando mais jovem ao escrever na folha de papel ouvindo a velha fita k7 no walkman amarelo.
Minhas aspirações estão dentro dos livros que leio como marca-páginas, minhas inclinações escondidas pelos olhares.
Aspirações que enchem as prateleiras, indo de Charlie Schulz a Shopenhauer, de Gaiman a Dickens. Nas páginas que leio, que folheio, nas quais me perco só para me achar quando escrevo.
É sábado. Está chovendo.
Não poderia ser mais maravilhoso.

Mexendo no comutador, eis que me deparo com as velhas versões que eu fazia no violão para as músicas que gostava...
Inglês mal pronunciado, violão mal tocado, ah! Mas como era divertido.
E como não tenho novos textos vai qualquer porcaria mesmo.
Para abrir a temporada de músicas antigas, e suas versões sem-pé-nem-cabeça do Tempestade, lá vai uma e meia do Pink Floyd:
Breath – Álbum Dark Side of the Moon