domingo, julho 24, 2011
Cap II: De uma madrugada inteira à luz de velas e a busca pelas lembranças perdidas
domingo, julho 17, 2011
Cap. I: Sobre o encontro inusitado e a fuga para casa no bairro dos operários
sábado, junho 18, 2011
Expanção
Belle and Sebastian - Wrapped Up In Books
É sábado, está chovendo.
A luz se infiltra pela janela do quarto que transformei em escritório, do armário embutido cheio de livros e papéis, gavetas de lembranças fotográficas. Quinta foi o bloom’s Day.
Ganho tempo pra escrever enquanto ela põe o despertador na soneca de dez em dez minutos antes de ir para a faculdade. Ombros cansados, noite cheia de sonhos.
É sábado de manhã. Está chovendo. Céu cinza por detrás do prédio em frente ao meu, e uma pequena sensação de frio que deixa mais gostoso escutar Wrapped Up In Books.
É como estar em expansão, essa sensação. A mesma que tinha quando mais jovem ao escrever na folha de papel ouvindo a velha fita k7 no walkman amarelo.
Minhas aspirações estão dentro dos livros que leio como marca-páginas, minhas inclinações escondidas pelos olhares.
Aspirações que enchem as prateleiras, indo de Charlie Schulz a Shopenhauer, de Gaiman a Dickens. Nas páginas que leio, que folheio, nas quais me perco só para me achar quando escrevo.
É sábado. Está chovendo.
Não poderia ser mais maravilhoso.
sábado, maio 28, 2011
Morrissey's Overdose
sexta-feira, maio 20, 2011
Belle and Sebastian
domingo, maio 15, 2011
Revirando o lixo

Mexendo no comutador, eis que me deparo com as velhas versões que eu fazia no violão para as músicas que gostava...
Inglês mal pronunciado, violão mal tocado, ah! Mas como era divertido.
E como não tenho novos textos vai qualquer porcaria mesmo.
Para abrir a temporada de músicas antigas, e suas versões sem-pé-nem-cabeça do Tempestade, lá vai uma e meia do Pink Floyd:
Breath – Álbum Dark Side of the Moon
Breath(reprise) – Álbum Dark Side of the Moon
quinta-feira, abril 28, 2011
Sete anos
Abril, mês dos aniversários. Não só do Tardes Quentes de Outono, mas de pessoas e momentos especiais pra mim.
É abril. Chuvas e sol. Em seu vigésimo primeiro dia, passado esquecido. Quantos anos? Sete anos. Dos diários ficcionais de seu primeiro ano às tentativas frustradas de por em palavras as pequenas grandes coisas da vida adulta, passaram-se muitos dias, meses, horas e pessoas...
Sete anos de cafés, Clarisses, Good Grief’s, dias chuvosos e tardes cada vez mais quentes.
Escuto Autumn In New York de Chet Baker enquanto tento escrever algo que seja diferente de um fechamento para balanço ou das velhas explicações do porque das coisas aqui nesse espaço. O tardes quentes sempre foi uma tentativa de fugir dos clichês.
Porque a vida não são jazz e taças de vinho, os romances sim. Mas de vez em quando dá pra se encontrar poesia nas olheiras das noites mal dormidas e no gosto doce do café tomado as pressas antes de ir para o trabalho.
Parabéns lembranças, verdadeiras ou não, que testemunham minhas mudanças. Porque chega de lamentar o passado, quando a estrada é longa, muito mais longa do que o caminho de asfalto que percorro, ao pisar nas folhas secas das árvores, que levam ao antigo manicômio em que resgato não só as lembranças, mas vidas inteiras de pessoas que sofrem, tentando transformar blues em acid jazz.
Que hajam muito mais quilômetros a serem percorridos nessas tardes de outono.


